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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Poesia: A imortalidade nos espera


A lua prata solitária no céu
O vermelho dos seus olhos fitando minha pele
O trêmulo de minha boca esperando seu beijo
Mortal desejo

Espero que meu sangue lhe baste
Espero que seu beijo me transforme
Rezo para que você suporte
E eu seja paciente

Que volúpia insensata
Que veneno desejado
Que beijo molhado
Meu sangue escorrendo

A palidez me abraça
O meu olhar se transforma
A sede me cega
A imortalidade nos espera


Poesia de Leide Vonlins

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Poesia: Doce Vampiro


Fazia já um tempinho que não postava uma poesia vampírica no blog. Hoje achei essa bem legal!

Doce Vampiro

Doce vampiro
Que uma noite
Seduziu-me
Com palavras descomprometidas
Fez-se marcante
Encantou-me
Meu doce vampiro
Não me pergunte porque
Não saberia dizer
Só sei sentir e como você
Pouco compreender
Doce vampiro
de noturno viver
Leva-me
Em tuas asas de sonho
Faz-me
Acordar com você
Doce vampiro
de mistérios e lendas
Meu sangue quero te oferecer
Alimentar-te em meu corpo
Acender-te o fogo do desejo
do louco prazer
Doce vampiro
Seduza-me
Continue seu jogo
Me permita conhecer tua luz negra
Doce vampiro
Que pelos caminhos da noite
Me conduz
com meu sange em tua boca
Dou-te vida
Apresento-te aos anjos,duendes e bruxas
O sol que irradia
Amor, beleza e sabedoria
Doce vampiro
Agora é paz,silêncio e encontro
De tantos reencontros perdidos
Nestas nossas vidas
de luz e sombras
Doce vampiro


Poesia de Samara Ribas

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Poesia: De um Vampiro


Acorda a noite
Em luxuosos mantos de cetim
Eu me levanto
E respiro o ar dos mortos.
Procuro o sangue dos vivos
Sangue dos futuros mortos
Procuro gritos de horror
A face a desmair de dor,
Vôo no veludo da solidão
Por bosques e pântanos
Mergulho na morte sem perdão
E choro pela vida que não me resta.
Eternamente a coruja me acorda
O morcego meu fiel companheiro
Deste caixão de almas mortas
Onde sem querer me tornei rainha.

Os sussurros fitam a minha mente
A loucura de ser espectro.
As flores podres a meus pés
A Lua que brilha beijando-me a mão,
Não temendo o meu ser
Aceitando a minha sina.
As lágrimas não escorrem
Apenas sorrisos impiedosos
Se escondem no meu véu de seda

Para sempre o acordar, nas noites solitárias, em que a Lua
me inventa uma nova história.


Poesia de autoria de Lunar

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Poesia: O Vampiro


Tu que, como uma punhalada,
Em meu coração penetraste,
Tu que, qual furiosa manada
De demônios, ardente, ousaste,

De meu espírito humilhado,
Fazer teu leito e possessão
- Infame à qual estou atado
Como o galé ao seu grilhão

Como ao baralho o jogador,
Como à carniça o parasita,
Como à garrafa o bebedor
- Maldita sejas tu, maldita!

Supliquei ao gládio veloz
Que a liberdade me alcançasse,
E ao veneno, pérfido algoz,
Que a covardia me amparasse.

Ai de mim! Com mofa e desdém,
Ambos me disseram então:
"Digno não és de que ninguém
Jamais te arranque à escravidão,

Imbecil! - se de teu retiro
Te libertássemos um dia,
Teu beijo ressuscitaria
O cadáver de teu vampiro!


Poema de Charles Baudelaire

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Poesia: Amor Vampiro


Busco tua janela, errante
Olho teu corpo e admiro
Minha voz, já sussurrante,
Não é senão um suspiro

Bebo, guloso, o teu sangue
Permito que me seduzas
Deixo o leito ainda exangue
Peço a ti que me conduzas

Desprezei todas as musas
Para ser só teu amante
Diante de tuas escusas
Torno-me um vil visitante

P'ra desejar-te 'inda mais
Em silêncio me retiro
De meus nobres ancestrais
Trago a marca do Vampiro

Se é teu beijo o que me anima
Eu me rendo ao teu jogo
Bebo da matéria-prima
Sem súplica, medo ou rogo

E assim escrevo a história
Mudando nosso final
Já não busco a vitória
Só desejo ser mortal

Se te mato, é a mim que firo
Se fico longe, expiro
Nesse insano Amor-Vampiro
De sangue, de gozo, deliro


Poesia de autoria de Tatiana Alves

domingo, 15 de novembro de 2009

Poesia: Na Pele de uma Vampira


Quando a noite vem, só e fria,
eu fico a imaginar o infinito
desta minha curta vida,
que promete ser distante;
a fome por um ser fresco
apodera-se da minha mente.
Mas a pena de tirar uma vida,
instala-se nesse coração ainda quente.
A necessidade choca com a ética.
A solidão mórbida submerge.
Tenho nas minhas mãos
o poder de dar a vida eterna,
mas será justo dar vida já morta?
A eternidade é sedutora,
mas o poder de sentir "Amor" é vida!
E esta vida insanguinea que levo, já é morte...
Muitos são aqueles que me pedem a vida,
mas que vida posso eu dar se já sou cinzas?
O desejo de ter alguém para partilhar o mundo
é grande, forte e egoísta.
Estas noites de "cinza-fúnebre"
que assombram e seduzem olhares curiosos,
saciam meu ser com sede de vida fresca,
mas a vítima perfeita, ainda não encontrei.
Alguém que tenha o mesmo sentimento atroz,
que tenha sede de infinito...
Tenho a eternidade para o procurar,
mas tenho a incerteza se ele existirá...


Poesia de autoria de Ana Patrícia Diogo

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Poesia: Quero ser a noite


Já não me basta este corpo de carne
E já me doem lembranças desta vida
Eu quero ser a noite, em todo seu esplendor
Quero ser o céu escuro que te cobre nas noites sem lua
Já não me basta esta beleza limitada
Essas paixões de memórias
Este corpo de vida curta
Não quero ser lembrada
Não quero ser esquecida
Não quero estar aqui
Eu quero ser
Apenas ser
E sempre ser
Eu quero que me sintas, me toques, me vejas
E eu não estarei lá
Não quero estar ao teu lado para que apenas assim penses em mim
Eu quero ser a noite, em todo seu esplendor
A noite de beleza eterna
Quero ser a brisa que te toca todas as manhãs
Que te traz noticias de além mar
Eu quero ser o manto negro que te cobre ao final de todas as tardes
Eu quero ser a noite
Quero ser para sempre

Poesia de autoria de Ana Luiza da Silva Garcia

Linda esta poesia gótica! Parabéns Lady Angelique! :)